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IOA inicia campanha ‘Novembro Azul’ 2021 de combate ao câncer de próstata


A Imprensa Oficial do Estado do Amazonas (IOA) deu o “start” na campanha “Novembro Azul” 2021, que tem o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata e os cuidados com a saúde do homem.

A campanha, que também possui o mote “O Autocuidado é Diário”, usado durante o “Outubro Rosa”, busca reforçar a necessidade de manter hábitos saudáveis, como boa alimentação e exercícios físicos, e, claro, a detecção precoce que possibilita maiores chances de combater o desenvolvimento da doença, principalmente durante a fase inicial.

Para se ter uma ideia, só no ano de 2020, no Brasil, foram mais 65 mil novos caso e 15.983 óbitos, conforme dados divulgados pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca). É a segunda doença mais comum entre homens, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. Mais do que qualquer outro tipo, é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de 75% dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos.

Assim como aconteceu no “Outubro Rosa”, durante todo o mês de novembro diversas instituições e entidades promovem ações voltadas ao incentivo do diagnóstico precoce contra o câncer de próstata. A IOA prepara uma programação especial. Aguarde...

Confira abaixo informações* mais detalhadas sobre a doença, os sintomas, como se prevenir e os fatores de risco.

O que é a próstata

A próstata é uma glândula pequena existente no homem, localizada na parte baixa do abdômen. Tem o formato de uma maçã e fica situada bem abaixo da bexiga e à frente do reto (parte final do intestino grosso). É a próstata que produz parte do sêmen, líquido espesso que contém os espermatozoides, liberado durante o ato sexual.

Câncer de próstata

O câncer na próstata é um tumor que pode crescer de forma rápida no órgão, espalhando-se para outras partes do corpo e podendo levar à morte. Na maioria dos casos, porém, cresce de forma tão lenta que não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem – pode levar cerca de 15 anos para atingir 1 cm³.

Fatores de risco

- A incidência aumenta significativamente após os 50 anos;
- Histórico familiar de casos da doença: pai, irmão e tio;
- Consumo excessivo de álcool e tabagismo;
- Obesidade;

Sinais e sintomas

O câncer da próstata tem evolução silenciosa. Na fase inicial não há sintomas, e quando apresentados são semelhantes aos do crescimento benigno da próstata:

- Dificuldade de urinar;
- Diminuição do jato de urina;
- Necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite;
- Sangue na urina;

Na maior parte das vezes, esses sintomas não são causados pelo câncer, mas é importante que sejam investigados por um médico. Em 95% dos casos, tais sintomas aparecem em estágio avançado, podendo provocar dor óssea, ou, quando mais grave, infecção generalizada ou insuficiência renal.

Detecção precoce

A detecção precoce do câncer de próstata tem o objetivo de encontrar o tumor numa fase inicial e, assim, possibilitar maior chance de tratamento.

Tais exames são o toque retal e o exame de sangue para avaliar a dosagem do PSA (antígeno prostático específico). Entretanto, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) não recomenda a realização de exames de rotina, ou seja, é recomendado a detecção precoce apenas para pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença, ou de pessoas sem sinais ou sintomas e com os fatores de risco, principalmente com a idade aproximada dos 50 anos.

Dependendo dos resultados do exame de toque retal e da taxa do PSA (antígeno prostático específico), é indicado da biópsia prostática por via trans-retal ou trans-perineal, guiada por ultrassonografia e/ou ressonância magnética.

Tratamento

Para doença localizada, que só atingiu a próstata e não se espalhou para outros órgãos, é recomendado:

- Cirurgia;
- Radioterapia;
- Observação vigilante;
- Tratamento hormonal;

Para doença metastática, quando o tumor já se espalhou para outras partes do corpo, o tratamento mais indicado é a terapia hormonal. A escolha do tratamento mais adequado deve ser individualizada e definida após médico e paciente discutirem os riscos e benefícios de cada um.

*Fonte: Instituto Nacional do Câncer (INCA)